quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Vaso sanitário: vilão?


Grande vilão no consumo, esse equipamento ganhou diversas versões econômicas nos últimos anos. Seu desenho foi modificado para a redução de uso de 10 a 12 litros de água por descarga para apenas 3 a 6 litros. As válvulas contam com acionamento duplo para resíduos sólidos ou líquidos, garantindo uma economia significativa em seu uso.
Modelos mais modernos a vácuo, utilizam apenas 1,2 litro de água, o custo ainda é alto devido à necessidade de instalação de uma bomba a vácuo (RESENDE, 2009). O sistema consiste em usar uma bomba no lugar do sifão, quando a descarga é acionada, a bomba suga os dejetos para a tubulação, a água é apenas utilizada para a limpeza das paredes da bacia.

Novas tecnologias e soluções estão cada dia mais disponíveis, como, por exemplo, este modulo de lavatório e vaso integrado W+W, da marca Roca, no qual a água do lavatório é utilizada para abastecer a descarga do vaso sanitário.
O design é bonito e funcional, mas o preço infelizmente ainda não é sustentável economicamente

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Cade a água que estava aqui?



Aproveitando a crise hídrica que vivemos atualmente, seguirão alguns post's de como poderíamos utilizar melhor a nossa tão preciosa água.

Você sabe onde está o consumo da sua casa? O gráfico abaixo mostra onde é consumida a água em residências:

 Fonte: Ewards (2008, p.101).

Perceber que 30% da água potável serve para levar dejetos para bem longe (ou não tão longe assim em dias de enchente), é um grande desperdício, correto? E se esta água não fosse potável, poderia ser água de chuva, água de lavagem de roupas, águas cinzas (banho/cozinha), isso é possível? Sim! E de uma maneira muito mais simples do que parece.





O sistema acima é da Sociedade do Sol, ele serve de exemplo que não é necessária muita tecnologia para o reuso.


terça-feira, 5 de junho de 2012

Dia Mundial do Meio Ambiente

Neste dia que tal uma reflexão sobre pequenos hábitos que podemos cultivar no nosso dia-a-dia para preservar o nosso planeta? No site Planeta Sustentável  existe um gráfico que mostra algumas ações simples, como não jogar óleo de cozinha usado na pia da cozinha, pois ele polui as águas.


terça-feira, 29 de maio de 2012

Foi um rio que passou em minha vida....


O jardim privativo é integrado ao banho da suíte através da generosa janela , o pedrisco remete ao leito de rio, as madeiras são restos de madeiramento que sobraram na demolição, como eram pequenos e de tamanhos variados naturalmente criaram o movimento no desenho. 




No banheiro, a bancada, parece incrivel, mas é refugo de obra. Cada vez mais comum em São Paulo, bancadas novas, sem uso, são removidas de apartamentos também novos, em reformas para atender aos desejos dos novos proprietários.

Esta foi minimamente modificada para o local, o projeto sofreu um processo inverso, o layout foi feito para se adaptar a bancada existente. Ao reutilizar materiais este cuidado deve surgir logo no inicio, pois toda a hidráulica foi elaborada para atender a posição da cubas existentes.

Compostagem


Quando se fala em sustentabilidade é impossível não falar sobre compostagem, aproveitando um email que recebi questionando sobre o que fazer com os resto de uma uma mangueira que foi cortada no jardim vou falar sobre o assunto. O tronco foi utilizado para fazer uma mesa e bancos, dando continuidade ao ciclo de vida da madeira.



As folhas e os demais galhos podem ir para uma composteira como material seco. Para construí-la faça uma caixa de 1x1m com madeira, tijolo, ferrocimento ou o que possuir disponível. O importante é que consiga ter acesso a parte de baixo da caixa após o período de compostagem.



Coloque nesta caixa uma camada de lixo orgânico (restos de frutas, hortaliças, cascas de alimentos), NÃO coloque restos de carne, peixe, gordura ou alimentos cozidos, pois atrai insetos. Após a camada de resíduos cubra com as folhas secas da mangueira, grama, palha, serragem ou outro material seco, que irá proteger de insetos e ajudar  na decomposição dos resíduos.  Uma vez por semana revolva o material, e se o clima estiver muito seco umedeça com um pouco de água (preferencialmente água de reuso).

Em poucos tempo sua mangueira irá virar adubo para o seu jardim, e quem sabe para uma horta?

Para aqueles que moram em casas pequenas ou até mesmo em apartamentos existem kits de composteiras como esta da morada da floresta que permite a compostagem em pequenos espaços.





sexta-feira, 4 de maio de 2012

Resíduos Sólidos


Os resíduos sólidos (entulho) são responsáveis por 60% do lixo gerado na cidade de São Paulo, são 17 toneladas diárias de resíduos despejados em aterros sanitários. 
Em obras de maior porte já é comum a reciclagem dentro do próprio canteiro ou em usinas, onde o material é triturado e vira agregado para pavimentação ou argamassas. 
Para uma obra residencial é difícil destinar para usinas os resíduos, pois a quantidade, apesar de grande, não é suficiente. Neste caso resolvemos utiliza-lo no próprio terreno para fazer o nivelamento de algumas áreas, utilizando o entulho para o aterro.


Foram tomados alguns cuidados estruturais, mas cerca de 80% do resíduo gerado na obra ficou ali mesmo. 
Para melhor utilização destes resíduos, eles foram separados por "categorias", alvenarias e concreto foram para o aterro, pisos cerâmicos demolidos foram quebrados em pequenos pedaços e serviram de base para a drenagem do jardim, substituindo a brita. Houve uma preocupação importante em não colocar restos de madeira neste aterro para não atrair cupins e prejudicar a compactação.


quinta-feira, 22 de março de 2012

Dia Mundial da Água

Em homenagem ao dia mundial da água duas dicas bacanas para economizar no seu dia-dia
 Esta bacia  da Hughie se encaixa na cuba da cozinha e a água utilizada para lavar alimentos pode servir para rega de plantas.


Outra opção é o redutor de volume de água de caixas acopladas, se você usa um modelo antigo que ainda usa mais de 6litros que tal colocar este saco de ar dentro da caixa e reduzir o consumo de água por descarga?

REUTILIZAR ANTES DE RECICLAR 2

Quem diria que esta Porta Pivoltante um dia foi um portão velho? Ela ganhou cara nova ao receber perfis de ferro galvanizado, uma bela pintura e um batente novo para transforma-la em pivoltante.


Ao seu lado uma janela e grade que foram removidas de outro ambiente e reutilizadas após passar por uma manutenção e pintura.



A iluminação zenital foi projetada junto com a laje...


Foram deixados vãos na laje painel para encaixar vidros temperados retirados de box antigos da própria residencia.

sexta-feira, 9 de março de 2012

REUTILIZAR ANTES DE RECICLAR

Uma reforma produz uma grande quantidade de resíduo, para tentar minimizar os impactos a primeira providencia é remover tudo aquilo que não será utilizado, mas que poderá ser REUTILIZADO.

Antes de reciclar tentar reutilizar um material é muito importante pois não será necessário remanufaturar este produto e gerar o que chamamos de downcycling, onde o material reciclado nunca será 100% reaproveitado e gastará mais energia e matéria prima para se tornar um novo produto.


Janelas, portas, grades, armários, telhas e principalmente vigas de madeira foram separadas para serem encaminhadas para um novo uso dentro da casa ou em outro local. Até mesmo tijolos de barro puderam ser reutilizados para erguer novas paredes.

quinta-feira, 8 de março de 2012

Ser ou não ser sustentável? Não é uma questão é uma necessidade!

Quando decidimos que este seria o momento de uma mudança e iniciamos a busca por um novo Lar, não sabíamos muito o que encontraríamos, mas sabíamos bem o que gostaríamos:
   Com fácil acesso ao transporte publico
   Possuir área verde, quintal, terra (ou pelo menos a 
   possibilidade de se criar estas áreas).
   A casa deveria ser o mais sustentável possível.
Procuramos um terreno, mas encontrar um em São Paulo? Missão impossível...


A Sustentabilidade tem como tripé os conceitos Ambiental-Social-Economico, terrenos próximos ao metro possuem preços economicamente inviáveis (pelo menos para nós...), achamos diversas casas prontas a serem demolidas, foi quando novamente surgiu a oportunidade de transformarmos algo que estava condenado em algo novo, sem demolir totalmente, reaproveitando o máximo o existente, nos adequando as possibilidades existentes.
Adotamos a teoria de que:
“a casa mais sustentável é aquela que já existe”
uma vez que já foram gastos os recursos necessários para sua construção. Nossa segunda super reforma sustentável!


sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Plaza Rodriguez Peña - Buenos Aires



Veja que interessante o piso desta praça, ele é todo de cacos de cerâmica, além de bonito é uma solução para a    reciclagem deste tipo de material.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Tinta de Terra

No site da Universidade Federal de Viçosa encontra-se a receita da tinta de terra que utilizamos no muro anteriormente pintado de cal. A receita é muito simples : são necessários 8kg de terra, 4 kg de cola branca e 8 lt de água para preparar 18lts de tinta.


No nosso caso como o muro já possuia uma pintura de cal e umidade utilizamos um pouco de cal de pintura e óleo de linhaça como sugerido no link:


https://www2.cead.ufv.br/sistemas/pvanet/files/conteudo/44/apostilacores.pdf
(nele você pode encontrar maiores informações).

A terra utilizada conseguimos numa obra próxima que estava fazendo fundações, e foi peneirada numa tela de nylon. Para misturar a tinta o prof. Pardal Lucio adaptou um batedor de massa numa furadeira....





A aplicação foi com brocha, a cobertura é otima, como já tinha um fundo apenas uma demão foi suficiente. Utilizamos 3/4 da lata para 01 demão num muro de aproximadamente 32m². O custo do material para preparar a lata de 18 lts foi de R$ 30.





Um paisagismo simples para compor com a tinta, tudo feito num único dia!

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Saiba quanto custa investir em um estilo de vida sustentável

Esta reportagem é da Folha de São Paulo (13.05.2010)

IARA BIDERMAN
Em uma definição simplista e ideal, uma casa sustentável é amiga do planeta e do orçamento doméstico, confortável, bonita e saudável.
No mundo real, ainda há muita confusão entre o que é apenas marketing verde, para vender produtos ditos ecológicos, e o que é sustentável de fato. E muito mais dúvidas à respeito de quanto custa ou quanto vale a pena gastar para alcançar esse ideal.
Rodrigo Capote/Folha Imagem
Cozinha do protótipo de casa popular sustentável de 40m²; saiba o que compensana na hora de deixar a casa econômica e saudável
Além dos argumentos sobre a importância das atitudes que garantem o futuro da humanidade, também é preciso convencer o consumidor de que os produtos para isso não são necessariamente mais caros. Ou que são apenas um pouco mais caros, mas que se pagam com a economia que geram.
"No último ano, a venda de produtos para a construção sustentável cresceu 30%", diz Marco Gala, diretor de marketing da Leroy Merlin, cadeia de megalojas de material de construção. Segundo ele, o crescimento do mercado fez os preços baixarem.
Mesmo assim, a produção em menor escala e envolvendo uma série de custos extras, como o da certificação, faz com que, na maioria das vezes, o preço final seja mais alto do que opções menos sustentáveis.
Mas a coisa começa a mudar de figura. Segundo Luiz Henrique Ferreira, diretor da Inovatech Engenharia, a economia gerada pelos procedimentos e materiais ecologicamente corretos paga o custo em um tempo relativamente curto.
Ferreira participou da criação de um protótipo de casa sustentável de 40 m2, apresentado na Ambiental Expo 2010 no final de abril, em São Paulo.
Idealizado pela Fundação Vanzolini e pela Inovatech, a proposta foi criar um projeto de casa popular adotando critérios de sustentabilidade.
De acordo com Ferreira, o preço final ficou aproximadamente 10% mais caro que o de uma casa popular padrão. "Mas a economia que a casa sustentável gera paga essa diferença em pouco tempo", afirma.
Manuel Carlos Reis Martins, coordenador do Processo Aqua, pondera que melhorar a forma com que a casa se relaciona com o meio ambiente ao longo de sua vida útil -a chamada ecogestão- está diretamente ligada ao melhor aproveitamento de água e energia.
Os recursos mais viáveis para deixar a casa verde são os que trazem esse tipo de economia. E nem tudo é novidade ou envolve alta tecnologia.
Os arejadores de torneira, por exemplo, que já existiam muito antes da moda da expressão "aquecimento global", representam uma economia de 10% a 30% de água, segundo Ferreira. Encontrados em qualquer loja de material para construção, os arejadores se encaixam na maioria dos modelos de torneira.
As válvulas de descarga de duplo-fluxo, que tem dois botões (para resíduo líquido ou sólido), gastam três ou seis litros de água por descarga. Uma válvula normal gasta, no mínimo, três vezes mais: 18 litros.
Bacias com caixa acoplada são as de mais fácil instalação e manutenção, mas há opções de válvulas de parede duplo-fluxo. O custo aqui, para quem tem uma válvula convencional, é fazer a troca, que exige obra, quebrar azulejos etc.
Dá uma certa dor de cabeça e gera o lixo da obra. "Pensar como serão destinados os resíduos de uma obra também é requisito da construção sustentável", lembra Martins.
Em relação à economia de recursos, as lâmpadas frias são os produtos que mais rapidamente "fecham a conta", segundo Luiz Henrique Ferreira.
Elas podem custar até quatro vezes mais do que uma lâmpada incandescente, mas duram sete mil horas, contra as duas mil horas da lâmpada comum.
A pior parte, que é a iluminação fria e com cara de hospital das lâmpadas fluorescentes antigas, foi parcialmente resolvida com o surgimento de lâmpadas frias em diferentes "temperaturas de cor", como a amarela, que produz um efeito mais próximo da incandescente.
Já a lâmpada LED, com tecnologia mais avançada e maior economia de energia, é a mais cara de todas. É indicada para quem quer pagar o preço de uma iluminação cenográfica, embutida no teto ou em spots.
Entrando na seara de quem quer e pode pagar, o céu é o limite. Aqui, paga-se o preço da tecnologia, do design e da grife. Se, no lugar da casa popular, a proposta é uma cobertura de 400 m2 na região dos Jardins, em São Paulo, as exigências do projeto aumentam a demanda por produtos mais sofisticados.
"Mas temos que buscar eficiência, não desperdício. O custo da decoração e da manutenção devem ser ajustados", afirma Paola Figueiredo, vice-presidente do grupo Sustentax, que atua na elaboração de projetos de sustentabilidade.
Um dos trabalhos do grupo é justamente a reforma da tal cobertura nos Jardins segundo os critérios de sustentabilidade. "Eles são compatíveis com o bom gosto e o conforto. A casa não precisa ser quase uma oca", diz Figueiredo.
O conforto-luxo, permite, por exemplo, economizar água e luz sem ter de se preocupar com isso. Sensores eletrônicos se encarregam de desligar a luz, quando não há ninguém no ambiente e as torneiras se fecham automaticamente.
Como tudo isso pode ser feito manualmente, a pergunta é: qual preço a pessoa quer pagar -o financeiro, na compra do produto, ou o de se envolver de fato na mudança de hábitos para uma vida mais sustentável?
Além das intenções de cada um, o preço de ser verde depende das condições de cada casa e dos hábitos de seus moradores.
O painel de aquecimento solar, um lugar-comum da sustentabilidade, não é barato. Mas Luiz Henrique Ferreira afirma que a coisa se paga em dois anos, se a instalação for fácil (por exemplo, quando se está construindo uma casa e ele foi pensado desde o projeto).
Para instalar um painel desses em uma casa pronta, não tem jeito: é obra, gera entulho e nem sempre fica bom. O custo, nesse caso, é uma incógnita.
Já a placa fotovoltaica, um equipamento mais sofisticado que transforma a luz solar em energia elétrica, entra para o grupo dos produtos que não fecham a conta. Segundo Ferreira, é precisa economizar energia com a placa por 50 anos para o investimento zerar.
Cisternas para captar água da chuva podem sair caro ou barato. Se há jardim para regar, varanda para lavar e tubulação para levar a água captada para os vasos sanitários, o investimento se paga. Se não, é guardar água para nada.
Calcular a relação custo/benefício pode ser uma balde de água fria nas boas intenções de quem quer fazer as pazes com o meio ambiente. E o cálculo não é só o preço final de cada produto, mas pensar no objetivo e alcance de cada coisa. Se separar o lixo é uma forma, barata inclusive, de ser mais sustentável, de nada adianta a boa vontade se não houver um esquema de coleta seletiva no bairro, certo?

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Iluminação e Ventilação Natural

Item importante para as residências sustentáveis, a iluminação natural pode trazer conforto e economia.
A clarabóia foi estrategicamente locada no centro da residência, desta forma ilumina a sala de jantar e estar, e o hall dos dormitórios.

Não é preciso acender a luz antes do por do sol, e em noites de lua cheia temos uma iluminação extremamente agradável.


A sala de estar ganhou uma abertura com elementos vazados na lateral que capta o sol nascente e a janela principal voltada ao norte recebe o sol por quase todo o dia.
As aberturas foram pensadas de forma a criar correntes de ar, sendo assim é só abrir a janela da sala de estar e a porta balcão do jardim (em paredes opostas) que o ar circula por toda a casa, refrescando-a em poucos minutos.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Permeabilidade

Neste verão a cidade de São Paulo tem sofrido muito com o aumento da intensidade de chuvas, e a permeabilidade da cidade está cada vez mais sendo questionada.

A legislação exige que no minimo 15% da area do terreno seja permeavel, mas é comum encontrar residencias sem nenhuma área destinada para a infiltração da agua no solo.

Neste projeto, existiam três opções para o piso da garagem:

O piso intertravado que garante 15% da sua área permeavel, mas ainda seria pouco para atender nosso desejo de manter o maximo possivel de área permeavel.
O piso concregrama, onde placas de concreto com grama intercaladas permitiriam a absorção da água pelo solo.


Mas solução adotada foi a utilização de piso de pedrisco que possue a menor manutenção. A cor cinza foi escolhida para disfarçar melhor possiveis manchas de oleo, já que se trata de uma garagem.

A terra foi nivelada 10cm abaixo do nivel da calçada, acima dela foi feita um camada de 5cm de areia que foi compactada e como ultima camada 5cm de pedrisco.

Desta maneira foi possivel ter uma área 100% permeavel, que possui baixa manutenção, pois não é necessário lavar (economia de água).

terça-feira, 7 de abril de 2009

Banheiro Seco

Em Ubatuba existe uma ONG chamada IPEMA, onde cursos de habitações sustentáveis, permeacultura, agrofloresta, ecovilas, etc são ministrados. O local é lindo e possui uma infraestrutura ecologicamente correta. Utilizam energia solar (apesar da rede eletrica estar disponível na porta), toda a água é reciclada através de filtros antes de ser devolvida a natureza, praticam a agrofloresta e foi lá que eu conheci o " Banheiro Seco ".

O objetivo do banheiro seco, é a não utilização de água para nossas necessidades biológicas, e usa o princípio da composteira orgânica.


Consiste em uma casinha suspensa, onde na parte inferior é feito um depósito com o fundo inclinado. Este depósito possui uma tampa de acesso, de preferência onde o sol bata bem forte para ajudar no processo de decomposição, e no futuro será retirado o composto orgânico para uso como adubo.


A utilização do banheiro é através de uma abertura, onde se depositam as fezes e urina ( e o papel higiênico), e após o uso uma camada de serragem é depositada para manter o composto seco e sem cheiro.

Após o depósito estar completo, o composto "descansa" por cerca de 8 meses e após este período poderá ser utilizado como adubo orgânico, sem gasto de nem um litro de água.

Na cidade é um pouco inviável sua utilização, mas em locais distantes de um sistema de esgoto e principalmente de água escassa, é uma solução criativa ecologicamente correta a ser considerada.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Esta simpática casa da década de 50 estava condenada quando nós a encontramos, estavam vendendo um terreno pois ninguém acreditava que ali ainda poderia existir vida...


Mas nosso principio de que na natureza e na vida nada se perde tudo se transforma, ela se transformou completamente após 9 meses de reforma.

Dentro dela pequenas preciosidades como o piso de madeira em peroba rosa foram mantidos, cada tijolo retirado (por sorte estavam colocados com uma massa de barro) foi guardado e reutilizado para as novas paredes que deveriam ser erguidas, o madeiramento do telhado (também de peroba) virou um caminho no jardim e o apoio da caixa d'água na laje.



Infelizmente não conseguimos salvar a majestosa árvore da calçada, pois além de derrubar o muro ela impedia completamente a passagem na calçada estreita (não se preocupem, plantamos 5 árvores no entorno - de menor porte- para compensar nossa perda...) . Mas ela ainda vive em parte na nossa casa, parte do seu tronco virou base para nossa mesa de jantar.



Depois de muito tempo pensando na possibilidade, finalmente decidi criar este blog para postar ideias que gostaria de compartilhar com todos.
Algumas ideias boas, outras nem tanto...mas certamente para alguém deverá ter alguma utilidade (ou não...)
O pano de fundo principal será a arquitetura, o tema é extenso mas o objetivo é trazer soluções simples e praticas para serem aplicadas e replicadas por todos...
Enfim, bem vindos e boa sorte para todos nós!